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Modelos

Anthropic reformula Cyber Verification Program em 3 níveis

Anthropic divide o Cyber Verification Program em três níveis e libera Claude Opus 5.5 e Mythos para analistas com filtros de malware flexibilizados.

A iniciativa abre acesso a modelos de ponta como Claude Opus 5.5 e Mythos 5.1 com travas flexibilizadas para analistas credenciados, mas impõe retenção de dados e exclui pesquisadores independentes de testes ofensivos.

A Anthropic reestruturou seu Cyber Verification Program para fornecer a profissionais de segurança credenciados acesso direto aos seus modelos mais avançados, incluindo Claude Opus 5.5, Sonnet 5.5 e Claude Mythos 5.1. A mudança, detalhada em comunicado oficial pela empresa e confirmada por reportagens da SecurityWeek e do The Register, absorve o antigo Project Glasswing em um sistema hierarquizado de três níveis de autorização. O objetivo central é permitir que analistas defensivos examinem códigos maliciosos sem esbarrar nos bloqueios automáticos da plataforma comum.

O dilema do uso duplo e o atrito dos filtros

Sistemas de inteligência artificial de ponta operam sob o constante desafio do uso duplo: as mesmas habilidades lógicas que decompõem falhas em softwares complexos servem para acelerar a montagem de exploits funcionais. Por cautela operacional, as instâncias comerciais do Claude recusam prontamente comandos que envolvam scripts maliciosos, técnicas de invasão ou engenharia reversa.

Para equipes de segurança corporativa e centros de operações de segurança (SOC), essas barreiras acabavam gerando atritos diários. Analistas legítimos que precisavam dissecar artefatos de ameaças recebiam negativas imediatas da interface. A nova modelagem do programa busca desatar esse nó, flexibilizando os classificadores de segurança apenas para entidades e especialistas devidamente validados.

Os três níveis do Cyber Verification Program

A nova estrutura distribui as autorizações em três patamares técnicos:

  • Defense Access: voltado a operações estritamente defensivas, como resposta a incidentes, triagem de vulnerabilidades e desmonte de binários hostis. É o único nível aberto a pesquisadores solo com histórico público de reporte responsável, além de empresas, agências governamentais, universidades e mantenedores de projetos open source.
  • Red Team Access: combina todas as atribuições defensivas com a permissão para simular ataques e conduzir testes de penetração em alvos previamente autorizados. Fica restrito a organizações, vetando inscrições individuais. Travas de segurança em tempo real continuam ativas para barrar ações de destruição física ou implantação de ransomware.
  • Specialized Access: camada com as menores restrições cibernéticas automáticas, reservada a entidades que prestam auditorias técnicas em infraestrutura crítica essencial, como telecomunicações, redes de energia, controle de voo e redes bancárias.

Nuvem parceira e regras de retenção de logs

O programa já opera na Claude Platform, no Google Cloud Vertex AI e no Microsoft Foundry. No Amazon Bedrock, a integração depende do pacote Enterprise Frontier Safeguards, previsto para chegar até o fim do outono no hemisfério norte.

A política de armazenamento de dados, contudo, desponta como a principal ressalva entre os especialistas técnicos. Em um primeiro momento, a Anthropic exige a gravação dos prompts e do histórico de interação para auditar eventuais abusos. A opção de retenção zero (onde nenhum registro é mantido nos servidores do provedor) só será expandida com o Enterprise Frontier Safeguards, permanecendo limitada hoje aos contratos corporativos prévios de Fable e Mythos que já contavam com a cláusula aprovada.

Inscrição pelo portal e prazos de análise

As solicitações de entrada ocorrem pelo Verification Portal da companhia, por meio de formulário único por organização. A Anthropic estabeleceu uma estimativa de retorno em até sete dias úteis, determinando o enquadramento de nível a partir da comprovação documental enviada.

Fontes

Fontes

  1. anthropic.com
  2. x.com
  3. support.claude.com
  4. securityweek.com
  5. theregister.com

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