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Baseten leva modelos de vídeo da Runway para nuvem privada

Parceria entre Runway e Baseten leva modelos de vídeo a clusters dedicados em nuvem privada, com licença direta de pesos e isolamento para empresas.

Acordo comercial permite que grandes empresas licenciem pesos diretamente e operem geração e edição em clusters dedicados com isolamento de dados.

A Baseten e a Runway firmaram uma parceria nesta quarta-feira (14) para levar os modelos de vídeo da Runway para ambientes dedicados de computação em nuvem. Pelo acordo, clientes corporativos licenciam os pesos do Gen-4.5 e do Aleph 2.0 diretamente com a desenvolvedora e contratam a Baseten para gerenciar a infraestrutura de inferência em clusters isolados.

O arranjo atende a uma demanda antiga de estúdios de cinema, agências de publicidade e departamentos de marketing. Criadores independentes costumam usar a interface web da Runway ou chamadas em APIs públicas compartilhadas. No entanto, produções que envolvem materiais inéditos e marcas registradas barram o envio de arquivos confidenciais por servidores multi-tenant comuns.

Licenciamento dos modelos de vídeo da Runway e infraestrutura

O modelo de negócio separa a propriedade intelectual da operação técnica. A Runway mantém o controle dos modelos e negocia os contratos de licença dos pesos. Em paralelo, a Baseten provisiona e mantém o hardware por meio do serviço Baseten Dedicated Inference.

A arquitetura opera em regime de locatário único (single-tenant). Isso significa que cada cliente dispõe de capacidade exclusiva de processamento, sem dividir hardware ou memória com outras empresas.

O catálogo técnico cobre duas frentes de produção audiovisual. O Gen-4.5 gera cenas completas a partir de texto ou imagens de referência, com foco em consistência física e movimentação de câmera. Já o Aleph 2.0 atua na edição contextual: altera iluminação, enquadramento e elementos visuais em vídeos reais ou sintéticos de até 30 segundos em resolução 1080p, poupando regravações. As empresas também contam com suporte a ajuste fino (fine-tuning) para treinar os pesos em guias de estilo e personagens proprietários.

Segurança, conformidade e isolamento de rede

Para cumprir normas rígidas de governança corporativa, as cargas rodam em nuvens privadas virtuais (VPC). A comunicação entre os sistemas internos do cliente e os clusters ocorre por túneis privados, via AWS PrivateLink ou Google Cloud Private Service Connect.

Segundo a documentação da Baseten, a infraestrutura conta com certificação SOC 2 Tipo II e conformidade com HIPAA. O serviço não retém entradas nem saídas de inferência síncrona nos discos dos servidores. No contrato de serviço, a fornecedora oferece acordo de nível de serviço (SLA) com 99,99% de disponibilidade e reserva garantida de processadores gráficos (GPUs).

Custos sob medida e clientes corporativos

A Runway já conta com marcas de peso em sua carteira corporativa, com casos públicos na Amazon, Robinhood, Dolce & Gabbana e Microsoft. Levar essa pilha para servidores dedicados representa uma tentativa de transformar a geração de vídeo em ferramenta diária de pipeline, saindo da fase de protótipos em navegador.

Os valores da operação continuam sob sigilo. Nem a Runway nem a Baseten divulgaram tabelas públicas de preços: tanto as licenças dos pesos quanto as taxas de inferência dependem de propostas sob medida. As companhias também não fixaram os modelos exatos de aceleradores alocados por padrão, como chips NVIDIA H100 ou B200, já que a configuração de silício depende da demanda de taxa de quadros e do volume de renderização contratado por cada estúdio.

Fontes

Fontes

  1. x.com
  2. baseten.co
  3. unite.ai
  4. docs.baseten.co

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