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Hark Pro: o assistente da Hark Labs além da Figure

Hark Labs lança o assistente Hark Pro com máquinas virtuais na nuvem. Entenda preços, o motor Handoff e por que o app não pertence à Figure AI.

Criador da fabricante de robôs lança assistente com agentes em nuvem pela Hark Labs; menções a novos modelos são apenas rumores.

Em 6 de outubro de 2026, a Hark Labs lançou oficialmente o Hark Pro, um assistente de inteligência artificial voltado para a execução de tarefas práticas na web, no iOS e no Android. O projeto é liderado por Brett Adcock, empresário conhecido por presidir a fabricante de robôs Figure AI. O anúncio partiu da própria empresa e teve detalhes operacionais e financeiros confirmados por reportagens da Bloomberg e do TechCrunch.

O que é o Hark Pro e como funciona o motor Handoff

A maioria dos assistentes de inteligência artificial opera como caixas de diálogo: o usuário digita uma pergunta e recebe um texto de volta. O Hark Pro tenta seguir outro caminho. O aplicativo combina cartões interativos, memória contínua de contexto e um sistema operacional próprio para delegar ações cotidianas.

A engrenagem central dessa proposta se chama Handoff. Em vez de simular cliques na tela do seu telefone, o sistema inicializa uma máquina virtual dedicada na nuvem. Esse computador remoto vem com navegador, terminal e sistema de arquivos próprios. Quando você pede para o assistente comprar uma passagem ou pagar uma conta, o agente assume o controle dessa máquina virtual e navega pelos sites necessários para concluir o pedido. Na prática, o serviço cria um operador digital para lidar com páginas que não contam com integrações diretas de software.

A separação entre Hark Labs e Figure AI

As primeiras conversas sobre o projeto em fóruns e redes sociais sugeriam que a Figure AI estava entrando no mercado de assistentes pessoais. Essa informação está errada.

A Figure AI continua focada no desenvolvimento de robôs humanoides com os modelos Figure 01 e Figure 02. A Hark Labs é uma empresa juridicamente independente, embora divida o mesmo fundador e diretor-executivo. Segundo fontes das duas operações, o Hark Pro não vem instalado nos robôs bípedes e funciona em uma trilha estritamente voltada a software de consumo.

O rumor sobre Claude Opus 5.5 e GPT-6 Astra

Pouco antes da estreia oficial, o portal TestingCatalog publicou uma análise de código extraído de versões de teste do Hark. A compilação trazia referências nominais a ferramentas como Claude Opus 5.5 e GPT-6 Astra, associadas a rotinas de resolução visual e navegação web.

A checagem trata essas integrações estritamente como RUMOR. Nem a Anthropic nem a OpenAI confirmaram a existência ou a liberação comercial desses modelos. Em sistemas complexos de agentes, é comum que equipes de engenharia utilizem codinomes internos, testes sintéticos ou reservas de arquitetura para preparar fluxos de trabalho antes do lançamento público. Portanto, não há confirmação de que esses modelos existam ou operem no produto comercial.

Preços, captação milionária e hardware em 2027

O Hark Pro chegou ao mercado com um plano gratuito para uso básico. Para volumes maiores de requisições, a empresa estabeleceu dois níveis por assinatura: o Hark Pro², que custa US$ 20 por mês e dobra a cota padrão, e o Hark Pro³, tabelado em US$ 100 mensais com limite dez vezes superior. Uma quarta opção tarifária, citada em especulações preliminares sob o nome Pro⁴, não existe na tabela comercial.

A operação começou capitalizada. A Hark Labs anunciou uma rodada de captação Série A de US$ 700 milhões, além de um aporte pessoal de US$ 100 milhões feito por Brett Adcock, atingindo uma avaliação de mercado estimada em US$ 6 bilhões segundo apuração da Bloomberg. A startup também fechou um acordo plurianual de processamento na arquitetura Vera Rubin da NVIDIA e uma parceria com a operadora AT&T para conectividade celular. Para 2027, a meta é colocar no mercado um aparelho físico próprio. O projeto está a cargo de Abidur Chowdhury, ex-designer industrial da Apple, que adiantou à imprensa que o dispositivo não adotará o formato de óculos inteligentes nem de broches vestíveis.

Promessa contra realidade no uso de agentes

A chegada do Hark Pro reflete o movimento atual da indústria de tecnologia: a migração dos geradores de texto para agentes capazes de navegar pela internet sem auxílio humano constante. O desafio prático dessa abordagem não está no discurso de marketing, mas na rotina diária. Delegar senhas e pagamentos a máquinas virtuais exige segurança impecável, e manter servidores inteiros ativos na nuvem para resolver tarefas corriqueiras pode custar muito mais caro do que as mensalidades sugerem.

Fontes

Fontes

  1. hark.com
  2. x.com
  3. bloomberg.com
  4. techcrunch.com
  5. testingcatalog.com

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